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Orixás cultuados em nossa Nação

Os Orixás são ancestrais simbolicamente divinizados. Sua presença se manifesta sob diversas formas na vida cotidiana das pessoas e da cidade. Historicamente os Orixás vêm da África negra. Ali se estabeleceu a diferença entre um antepassado e um Orixá, de acordo com o culto exercido, seja ele particular ou público. O antepassado da família foi honrado pelos seus em seu próprio espaço. O Orixá transcende o círculo da família. Pertence a um determinado povo, que o reconhece como ancestral. Os adeptos se reúnem ao seu redor, a fim de celebrar um culto público. Os Orixás têm a função de intermediários entre o grupo que representa e o Deus supremo longínquo, no qual o referido grupo acredita” - Verger, 1957 e L’Espinay, 1982.

"Os Orixás representam uma presença cantante e dançante dos ancestrais no meio dos seus para dizer-lhes de sua alegria de estar no meio deles e da certeza que podem ter de contar com eles" - Munanga SIQUEIRA, Maria de Lourdes. Agô Agô Lonan. Belo Horizonte: Mazza Edições, 1988. p.42.

Exu

É um orixá ou um ebora de múltiplos e contraditórios aspectos, ficando difícil compreende-lo coerentemente. É astucioso, e às vezes malévolo, mas possui qualidades boas, é jovial e dinâmico. É um orixá protetor, Èsùstósìsn (Exu merece ser adorado). Exu é o guardião dos templos, casas e pessoas e os caminhos, porteiras e encruzilhadas. Serve de intermediário entre os homens e os demais orixás. Na Nação Xambá no mês de Agosto não se dá obrigações a outro orixá a não ser Exu, não se faz Yaô de Exu na Nação Xambá, Celebogum é uma qualidade de Exu cultuado na Nação Xambá. O dia da semana é segunda-feira, sua guia é preta e branca, sua cor vermelha. Saudação: Exu bê ou Bará ô Exu. Ferramenta: amuleto (bastão de madeira). Exu é o orixá da comunicação, erroneamente é comparado ao demônio.

Ogum

É o primeiro orixá a ser saudado depois que Exu é despachado. Ogum está ligado a natureza através dos metais, principalmente o ferro, por isso é conhecido como o protetor dos metais, da tecnologia e daqueles que dela utilizam-se. Nas cerimônias religiosas, em dias de toques é sempre Ogum quem sai na frente “abrindo a roda” para os outros orixás dançarem. As pessoas que são filho/as desse orixá são enérgicas em seus objetivos e não desencorajam facilmente. Na Nação Xambá o mês dedicado a Ogum é Abril quando se oferece rosas vermelhas e cerveja no mar para Ogum Beira Mar, o dia da semana é quarta-feira. Guia corrente de metal, cor da roupa vermelha. Saudação Ogunhê. Ferramenta: lança de ferro.

Odé

Orixá ligado às matas, a caça, a fartura e a inteligência. Conhecido também em outras nações das religiões afrodescendentes como Oxossi, sua importância deve-se a diversos fatores, na África tinha diversas qualidades, material, médica, administrativa, social e policial. As pessoas que tem esse orixá são espertas, ágeis, exercem com maestria cargos de liderança, são pessoas cheias de iniciativas e sempre em vias de novas descobertas. Na Nação Xambá o mês dedicado a Odé é também abril, seu dia da semana é quarta-feira. Guia corrente de metal, as cores da roupas são vermelha ou verde. Saudação: Odé Ô e Okê Arô. Ferramenta: dématá (arco e flecha de ferro).

Nanã

É o mais velho dos orixás femininos, ligado a natureza através do barro e da lama e dos manguezais, é também considerado o orixá da sabedoria por ser o mais velho. Os/as filhos/as de Nanã tendem a comportarem-se com a indulgência dos/as avós, agem com segurança e majestade, suas reações são bem-equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-no/as sempre com sabedoria. Dedicamos o mês de julho a esse orixá, o dia da semana é quarta-feira, sua guia é verde ou roxo, sua corda roupa é roxa. Saudação: Atotô salubá. Na Nação Xambá, Nanã não sai debaixo de Alá, só faz oborí.

Bêji

Orixás trigêmeos crianças. No sincretismo religioso é representado por Cosme, Damião e Doúm. Setembro é o mês de Bêji, dia da semana é quarta-feira. Guia e roupas são verde, vermelho e branco. Na Nação Xambá no toque de Bêji é servido um almoço a todas as crianças e adultos/as filhos/as da casa e convidados/as presentes. Há também distribuição de doces.

Obaluaiê

Orixá da varíola e da doença e também da cura, é o dono dos ebós. Conhecido também como Omolu, forma mais velha desse orixá. Os/as filhos/as desse orixá são capazes de consagrar o bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais. Seu mês é janeiro, dia da semana é quarta-feira, guia vermelha e preta, cor da roupa verde. Ferramenta: seta de madeira. Saudação: Atotô. Na Nação Xambá, Obaluaiê não sai debaixo de Alá.

Ewá

Orixá feminino associado a beleza. Dia da semana quarta-feira, guia nas cores amarela, rosa e roxo. Na Nação Xambá o assentamento de Ewá é uma panela de barro.

Obá

Orixá feminino muito enérgico e fisicamente mais forte que muitos orixás masculinos. Segundo uma das lendas africanas teria desafiado, em seqüência, vários orixás entre eles Oxalá, Xangô e Orunmilá. Tornou-se a terceira mulher de Xangô, travou grandes rivalidades com Oxum (segunda mulher deste orixá). Mulheres filhas desse orixá possuem atitudes militantes e agressivas, conseqüências de experiências infelizes ou amargas por elas vividas. Dia da semana quinta-feira, cor da roupa rosa, guia vermelha. Saudação Obá Ciô. Na Nação Xambá o assentamento é uma tigela de louça.

Xangô

Orixá da justiça, dos raios, das pedras e do trovão. Em lenda africana é o rei de Kòso (terra), historicamente foi o terceiro Aláàfin Òyó - Rei de Oyó (cidade dos iorubas). Possuiu três esposas: Oyá, Oxum e Obá. É um orixá viril e atrevido, violento e justiceiro, castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores. Os/as filhos/as desse orixá tem como característica serem voluntariosos/as e enérgico/as, altivo/as e conscientes de sua importância real. O mês desse orixá é junho, o dia da semana é domingo, cor vermelho e branco, guia e roupa vermelha e branca. Ferramenta: adamaxê (machado duplo). Saudação Kaô Kabecilé. Na Nação Xambá a primeira grande obrigação do ano é o Amalá de Xangô. Balaneim e Aguanguá são qualidades de Xangôs cultuados na Casa Xambá.

Oya/Iansã

Orixá feminino dos ventos, das tempestades e do rio Níger que em iorubá significa Odò Oyá. Foi a primeira mulher de Xangô e tinha um temperamento ardente e impetuoso e é o único orixá capaz de enfrentar e dominar os eguns (espíritos dos mortos) devido a seu caráter guerreiro. Os/as filhos/as desse orixá são audaciosos/as, poderosos/as e autoritários/as. Mês dedicado a Oyá é dezembro, seu dia é quinta-feira, cor da roupa rosa, guia vermelha. Saudação: Epahey Oyá e Epahey Yansã. Ferramenta: espada. Na Nação Xambá, no dia 13 de dezembro, ao meio-dia acontece a louvação a Oyá, toque em reverência a esse orixá, momento no qual todos/as os/as yaôs da casa vestem-se com a roupa de seu orixá. Quando Mãe Biu era viva, sentava-se no trono de Oyá.

Afrekête

Vodum de origem daomeana que fora incorporado como orixá pelos iorubanos. Até o presente momento, Afrekête vem sendo cultuado em Pernambuco apenas na Nação Xambá, tido nesta Casa como Orixá feminino. Suas cores são variadas e sua guia é colorida. O mês dedicado a esse orixá é dezembro e o dia da semana é quinta-feira. Assentamento: tigela de louça.

Oxum

Orixá feminino do rio de mesmo nome que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Foi a segunda mulher de Xangô e viveu antes com Ogum, Orunmilá e Odé. Ligada ao elemento da natureza ouro e também as águas dos rios e das cachoeiras. As mulheres que desejam ter filhos/as dirigem-se a esse orixá, por isso é também controlador da fecundidade, popularmente associado a beleza e a vaidade. O mês dedicado a Oxum é fevereiro, sua cor da roupa e guia é o amarelo. Dia da semana é terça-feira. Na Nação Xambá, oferece-se flores no rio no mês de fevereiro. Saudação: Ora Yê Yé Ô. Ferramenta: abebé (espelho).

Yemanjá

Seu nome Yèyé Omo Ejá significa mãe cujos filhos/as são peixes. É um orixá feminino das águas dos mares, oceanos ou do encontro do rios e mares. Mãe da maioria dos orixás, representada como uma matrona de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. É a dona dos oris (cabeças). As pessoas filhas desse orixá são voluntariosas, fortes, rigorosas e altivas. O mês dedicado a Yemanjá é maio e o dia da semana é o sábado, cor da roupa azul claro com branco e guia de miçangas transparentes. Saudação: Odô Miô. Ferramenta: abebé (lua e estrela). Na Nação Xambá no mês de dezembro oferecem flores brancas no mar, não se oferece panela para Yemanjá.

Orixalá

Orixá mais velho, considerado pai da maioria dos orixás, representa a paz. O mês de Orixalá é julho, o dia da semana é a sexta-feira, branco é a cor da roupa e da guia. Ferramenta: cajado. Na Nação Xambá, no mês de julho, todas as sextas-feiras há o arroz de Orixalá (Ossé), ocasião onde se canta muito para esse orixá. Durante todo o mês de outubro não há na casa obrigação de sangue, apenas inhame e bagre encerrando com toque ao final do mês.

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